
O Conselho de Secretarias Municipais
de Saúde de Alagoas (Cosems-AL) está participando da 18ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia,
Prevenção e Controle de Doenças, realizada entre os dias 13 e 17 de
abril, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. O evento tem como objetivo difundir
práticas exitosas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS), valorizando
iniciativas que se destacam pelos resultados na saúde pública.
O Cosems Alagoas está sendo representado pelas secretárias
municipais de saúde Nilza Malta, de
Branquinha; Jenise Melo, de Belém; e Kátia Pinheiro, de Limoeiro de Anadia, que
participam ativamente das discussões técnicas e institucionais ao longo da
programação. As gestoras também acompanham a apresentação de experiências
exitosas de municípios de todas as regiões do país, fortalecendo a troca de
conhecimentos e novas estratégias.
Durante o evento, dois municípios alagoanos, Maceió e Palmeira
dos Índios, apresentam experiências exitosas. Maceió leva o trabalho
“Saúde e educação: mãos dadas na estratégia de vacinação contra dengue para
estudantes no município de Maceió”, apresentado por Jéssica Soares dos Anjos Barbosa, destacando a
integração intersetorial como estratégia para ampliar a cobertura vacinal. Já
Palmeira dos Índios apresenta o projeto “Desenvolvimento e validação de um
aplicativo móvel para monitoramento das mulheres submetidas à inserção de
dispositivo intrauterino por enfermeiro”, conduzido por Cristiane dos Santos Ferreira, evidenciando o
uso da tecnologia para qualificar o acompanhamento em saúde.
Nesta quarta-feira (15) as secretárias também participaram de uma
reunião de dirigentes, onde foram debatidos temas estratégicos para a
vigilância em saúde no país. Entre os principais pontos, destacam-se o
subfinanciamento das ações de vigilância, especialmente quanto à manutenção das
equipes técnicas e ao repasse para os Agentes de Combate às Endemias (ACEs),
além da fragmentação dos sistemas de informação, que dificulta a integração de
dados e a tomada de decisão em tempo oportuno.
Também foram discutidas a necessidade de descentralização dos
Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen), visando ampliar a capacidade de
diagnóstico nos territórios, e a implantação de ferramentas de monitoramento
dos indicadores do Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde
(PQAVS), com foco no aprimoramento do planejamento e da avaliação das ações.
A vigilância da qualidade da água para consumo humano foi outro
ponto de destaque, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos
municípios na aquisição de insumos e dos altos custos, realidade agravada em
regiões mais distantes. As discussões também trouxeram de forma transversal os
impactos das mudanças climáticas na saúde pública.
No campo da imunização, o debate reforçou a importância da
retomada das coberturas vacinais, com estratégias como busca ativa e
mobilização territorial. Também foram abordadas a incorporação de novas vacinas
ao calendário, como as destinadas à dengue e ao Vírus Sincicial Respiratório
(VSR), além dos resultados preliminares da Campanha de Vacinação contra a
Influenza 2026, que indicam aumento da adesão, especialmente entre idosos.