Alagoas apresenta experiência da 8ª Região em Seminário Nacional do Saúde Redes, em São Paulo

Publicado em: 16/09/2026

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems-AL) participou, nesta quarta-feira (16), em São Paulo (SP), do Seminário Nacional do Projeto PROADI-SUS Saúde Redes 2026. O encontro reuniu gestores e técnicos de diferentes regiões do país para compartilhar experiências, resultados e aprendizados desenvolvidos ao longo do projeto, além de promover o debate sobre estratégias para o fortalecimento da regionalização, da governança e da integralidade do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS). A representação alagoana contou com o presidente do Cosems-AL e vice-presidente do Conasems, Rodrigo Buarque; a apoiadora técnica do Cosems-AL e apoiadora regional dos municípios da 8ª Região de Saúde, Kathleen Moura; e as secretárias municipais de Saúde Zoé Duarte, de Palmeira dos Índios; Keli Cruz, de Minador do Negrão; Syntia Emanuela, de Cacimbinhas; Jenise Melo, de Belém; e Andréia Costa, de Maribondo.

A agenda do seminário contou com debates sobre “Regionalização no SUS: estratégias para o fortalecimento da governança e da integralidade do cuidado em rede”, além do Café com Experiência – Mostra Regional, espaço destinado à apresentação de iniciativas desenvolvidas pelos territórios participantes. Durante a tarde, os participantes também integraram Estações Temáticas voltadas ao aprofundamento de questões relacionadas ao projeto e à organização das Redes de Atenção à Saúde.

Entre as experiências apresentadas por Alagoas esteve a iniciativa da 8ª Região de Saúde, intitulada “Estratificação de risco e organização do cuidado de crianças e adolescentes neurodivergentes”. Desenvolvida pelos municípios de Belém, Cacimbinhas, Maribondo, Minador do Negrão, Tanque D’Arca, Igaci, Estrela de Alagoas e Palmeira dos Índios, a estratégia surgiu a partir de uma necessidade identificada pelos próprios municípios: organizar o cuidado de crianças e adolescentes neurodivergentes e qualificar o acesso aos serviços de saúde.

A experiência envolveu a elaboração de um protocolo de estratificação de risco, construção de instrumentos para identificação e acompanhamento dos usuários, capacitação das equipes, definição de indicadores e organização dos fluxos de cuidado. Na etapa de execução, os municípios realizaram levantamento nominal das crianças e adolescentes e aplicaram a estratificação de risco, permitindo uma visão regional da demanda e das necessidades de acompanhamento.

Um dos resultados apresentados durante o seminário foi a redução dos encaminhamentos para serviços especializados. Antes da implantação da estratégia, 100% dos casos eram encaminhados; após a aplicação da estratificação, o percentual passou para 50%, representando uma redução de 50% nos encaminhamentos. A mudança contribuiu para uma utilização mais organizada da Rede de Atenção à Saúde e para o fortalecimento da responsabilidade compartilhada entre os diferentes pontos de cuidado.

Para Rodrigo Buarque, a experiência reforça o papel da regionalização na construção de respostas articuladas para as necessidades identificadas nos territórios. “A regionalização ganha força quando os municípios conseguem olhar para uma necessidade concreta da população e, de forma integrada, construir respostas que organizem o cuidado e qualifiquem o acesso. Essa experiência da 8ª Região mostra a capacidade dos territórios de produzir soluções e fortalecer, na prática, a organização regional do SUS”, afirmou.